Nosso cliente é um importante grupo de concessionárias multimarca, com operação em Rosário, Córdoba e Buenos Aires. Gerencia mais de 15 contas ativas de Meta Ads e Google Ads simultaneamente — uma por marca e modalidade comercial, entre 0km, seminovos e consórcios — além de SEO próprio em 5 domínios do grupo.
O trabalho conjunto cobriu oito meses de relatórios, de outubro de 2025 a maio de 2026. Começou com uma infraestrutura de medição quebrada e terminou escalando a demanda em duas plataformas ao mesmo tempo, para depois reduzir o investimento sem abrir mão de um único lead de qualidade.
- Em 8 meses, os leads do Meta Ads se multiplicaram por 8,3 (de 1.134 para 9.439) enquanto o custo por lead caiu 57%.
- Com a demanda já escalada nas duas plataformas, o investimento caiu 33% sem que o custo por lead voltasse a subir.
- O SEO próprio do grupo levou a posição média no Google de 13,6 para 7,5 em média nos seus melhores meses, somando tráfego que não depende da mídia paga.
O desafio: quatro frentes de trabalho simultâneas
Em outubro, várias marcas do grupo não tinham marcação de conversão, outras tinham bloqueios de segurança (CSP) que anulavam o rastreamento, e várias contas de pagamento estavam travadas. Antes de otimizar qualquer canal, era preciso fazer a medição funcionar.
Resolvida essa frente, restavam outras três, sustentadas ao longo dos oito meses: escalar a geração de leads no Meta Ads e no Google Ads ao mesmo tempo, marca por marca, para alimentar mais de 15 contas comerciais; sustentar essa demanda com um orçamento mensal que deveria cair de forma sustentada a partir de março, sem abrir mão do fluxo comercial; e construir posicionamento orgânico nos 5 sites do grupo, para que uma parte crescente da demanda não dependesse do investimento em publicidade.
- Estabilização técnica — Correção de marcação, cabeçalhos de segurança, contas de pagamento e Search Console em outubro: a base necessária antes de otimizar qualquer canal.
- Meta Ads — Reconstrução integral das campanhas, integração com WhatsApp Business e Kommo, e otimização contínua do custo por lead desde outubro.
- Google Ads — Escalar com foco em intenção: crescimento de investimento priorizando Search sobre Display para capturar demanda de alta intenção de compra.
- SEO — Trabalho contínuo de posicionamento nos 5 domínios do grupo, melhorando posição média e CTR para ganhar tráfego que não depende da mídia paga.
Meta Ads: escalar e ser mais eficiente ao mesmo tempo
Entre outubro e janeiro, a conta consolidada do Meta Ads —o canal de maior volume do grupo— foi a única com dados limpos desde o início: enquanto o Google Ads resolvia seus problemas de medição, o Meta já escalava com eficiência crescente mês a mês.
Os leads gerados passaram de 1.134 em outubro para 9.439 em janeiro — um crescimento de 732%. No mesmo período, o custo por lead caiu 57%, de $13.936 para $6.044 (ARS). Dezembro marcou o pico histórico do período, com 15.172 leads a um CPL de $7.192.
Google Ads: o custo de escalar a demanda
Novembro foi o primeiro mês com medição confiável em toda a conta do Google Ads. Entre novembro e fevereiro, os leads gerados cresceram 39%, de 2.942 para 4.100, enquanto o investimento subiu 87% (de $7,6M para $14,2M ARS) — um aumento controlado de 34% no custo por lead para sustentar o crescimento.
Dezembro foi o ponto intermediário: $8,64M investidos e 2.934 leads, com um CPL de $2.946 — a conta já escalava de forma sustentada antes de fevereiro.
Menos investimento, mais eficiência — e SEO em paralelo
Com a demanda já escalada nas duas plataformas, entre março e maio o foco passou à eficiência sobre a conta consolidada do grupo. O investimento total em mídia caiu 33%, de $128,8M para $85,9M (ARS), e o custo por lead não só não subiu: melhorou 7,4%, de $10.729 para $9.939. Nesses três meses foram gerados 30.768 leads. Não foi estabilidade: foi melhoria sustentada — cada mês em que o orçamento caiu, o custo por lead caiu também, graças à realocação entre marcas e à otimização contínua do mix Search/Display.
Em paralelo, o SEO próprio do grupo mostrou resultados consistentes: a posição média no Google melhorou de 13,6 para 7,5 nos melhores meses do período, com picos de CTR acima de 50% em algumas buscas de "seminovos" e melhorias de posição em várias marcas do grupo.
Em oito meses de trabalho conjunto, o grupo reconstruiu sua infraestrutura de medição, escalou o Meta Ads multiplicando os leads por 8,3 enquanto o custo por lead caía 57%, escalou o Google Ads assumindo um custo controlado para sustentar depois uma fase de eficiência de três meses, e somou uma fonte de tráfego orgânico que já não depende da mídia paga.
Os números, de ponta a ponta
|
Indicador |
Antes |
Depois |
|---|---|---|
|
Leads Meta Ads (out → jan) |
1.134 |
9.439 (+732%) |
|
Custo por lead, Meta Ads |
$13.936 |
$6.044 (-57%) |
|
Leads Google Ads (nov → fev) |
2.942 |
4.100 (+39%) |
|
Investimento total (mar → mai) |
$128,8M |
$85,9M (-33%) |
O mesmo padrão se repete nas duas plataformas: primeiro se escala a demanda, depois se a torna eficiente. O Meta Ads já fechou as duas etapas ao mesmo tempo; o Google Ads lançou as bases para fazê-lo entre março e maio.
